quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

AprovandoThe Last of Us


Aprovando The Last of Us



Olá, minha galera bonita, tá todo mundo feliz? Já começaram as dietas desesperadas de início de ano para soltar todas as uvas passas da ceia de natal e ano novo, hein? Se não, espero que comecem logo e enquanto vocês correm na esteira vamos aproveitar e ler minha primeira matéria no blog! Então, vamos lá meus amigos, pois hoje, logo de cara, falarei sobre o grandioso game produzido exclusivamente para o nosso amado “Playstation 3” ou “ps3” (dependendo de sua intimidade com o console, né?) “The Last Of Us”, por que grandioso? Ah, você verá agora...
Antes de qualquer coisa, sei que o jogo é antigo, mas só tive a chance de joga-lo recentemente. Também sou dono de um “Xbox 360”, obtive o mesmo anos antes do meu “Ps3” que é bem novo por sinal, não que eu não goste mais do meu 360, mas vamos combinar que o coitado é carente de exclusivos decentes e a mesmice de shotters  como “Halo” já estava cansando um pouco. Eis então que eu pego meu novo console da “Sony” e , em um bem bolado amigo secreto do trabalho, alguém de bom coração finalmente deixou a preguiça de lado e pesquisou a fundo meus gostos e me presenteou com uma cópia do tão aclamado “The Last Of Us”, com direito até a pegadinha, viu!
Sem mais delongas, cheguei em casa, tomei um banho, comi algo, e fui direto para a frente da tv. Assistir Breaking Bad? Claro que não, colega! Liguei até o cabo para o dualshock já ir carregando a bateria para não ter o perigo de “dar ruim” no meio do jogo.
Por este ser um jogo muito almejado por mim, evitei ler qualquer coisa a respeito dele para não estragar a surpresa, não que eu seja totalmente contra spoilers, mas com esse eu fazia questão...
Casa episódio jogado me fazia querer saber mais e mais sobre a história, isso todo mundo sente ao ler um livro que gosta ou ao assistir a um episódio de sua série favorita, mas estamos falando de mim com um novo jogo e essa sensação não me dominava havia um bom tempo!

CAMPANHA

O jogo se passa no ano de 2033, 20 anos depois de o mundo ter mudado da água para o vinho devido a um surto epidêmico causado por uma mutação do fungo “Cordyceps”  (para quem não sabe, esse fungo realmente existe e ataca, até onde se sabe, insetos, matando seu hospedeiro em até três semanas, deixando seu corpo fora do normal além de utilizar o mesmo a fim de lançar mais fungos para infectar mais insetos.) infectando seres humanos que perdem a consciência e adquirem um comportamento totalmente agressivo assassinando outras pessoas mesmo que sejam seus familiares, propagando assim, a doença para os quatro cantos do mundo.
Você controla Joel, um marrento e bem experiente cidadão que não cumpre seus deveres e já está na casa dos cinquenta anos, mas não se engane, apesar de aparentar ser carrancudo, ele possui um coração bom e como qualquer ser humano “de bem”, tenta sempre fazer o que é certo, mesmo com um trágico passado que teria derrubado qualquer pessoa na vida real. Para sobreviver, Joel contrabandeia drogas e armas junto de sua parceira Tess.
inseto infectado com o fungo cordyceps.
Em uma missão para recuperar uma carga roubada, são recrutados para enviar uma garota chamada Ellie até o grupo de rebeldes conhecidos como Vaga-Lumes. Ellie é uma garota de 14 anos e está na aborrescência, e de inicio é tão chatinha e problemática como qualquer garota mimada de sua idade (durante o jogo, entendemos melhor o porquê desse comportamento), o problema é que a meliante foi infectada com uma mordida no braço, causando pânico na dupla de contrabandistas fazendo-os pensar que serão atacados a qualquer momento. No entanto, Ellie revela que aquela mordida já tinha uma idade de 3 semanas. Não, pera... Segundo o jogo nos informa, pessoas levam aproximadamente 2 dias para se transformarem por completo. A garota está mentindo? Mas então o que explica a mordida? Produtos Ivone? Mas se realmente for verdade, significa que ela é imune além de ser a chave para uma possível cura contra toda essa peste de fungos que todos estavam aguardando desesperadamente?! Quem sabe... Vai precisar jogar para descobrir...

JOGABILIDADE

Joel, Tess e Ellie.
Vamos lá, o jogo é de ação com elementos de survivor horror, estilo de jogo igual a Resident Evil e Silent Hill e, que para mim, também trabalha com o psicológico de quem o joga de uma forma diferente já vista em Silent Hill, por exemplo, onde a todo momento sua sanidade é testada com situações e imagens perturbadoras que no pior dos casos farão você querer desligar seu aparelho e assistir o filme do Rei Leão, no caso de The Last of Us, seu psicológico também é afetado de forma que você possa sentir raiva, tristeza, insatisfação, desespero, agonia, e medo tudo junto e misturado e no final, como foi no meu caso, sentir certo alivio pelo rumo que a historia levou. Sabe aquela sensação de que sua vida foi transformada ou você encontrou um novo rumo para ela ou até mesmo que alguma porta fechou na sua cara? Enfim... A sensação de ter aprendido algo valioso após ter assistido um filme, lido um livro, vivenciado uma situação ou conhecido uma pessoa? Pois bem, o jogo consegue te passar o mesmo sentimento.
Nessas horas eu prefiro correr.
Por possuir os elementos já citados, o jogo tem a necessidade de ter seus suprimentos utilizados e administrados a todo o momento. São diversas armas que podemos utilizar para combater, ou nos defender, tanto armas de fogo de diversos calibres como armas brancas que podem ser montadas e aprimoradas com as ferramentas e utensílios que são encontrados ao longo do jogo. Além de armas, também somos responsáveis por cuidar de nossa saúde, pois diferente de jogos atuais, ela não se recupera sozinha, mas sim com a utilização de kits médicos que montamos com os itens necessários que encontramos durante a jornada. Apesar dos suprimentos serem bem escassos, (típico de jogos desse estilo) dificilmente você ficará na mão ao enfrentar algum inimigo, isso porque o jogo te dá uma boa balanceada nessa parte, pois você encontrará itens no mesmo ritmo que os gastará para sobreviver. Você pode avançar tanto de forma furtiva, como também de forma “corra e mate todos”, porém como o Joel não é nem sequer um parente distante de Leon S. Kennedy você vai sofrer um pouco caso escolha a segunda opção. O personagem também possui algumas habilidades especificas como usar sua audição para materializar a movimentação de outros seres a sua volta através de obstaculos e também montar uma parafernalha enorme de equipamentos, habilidades essas que podem ser melhoradas com a utilização de pílulas que você encontra vasculhando os Estados Unidos a fora. Os controles são simples: você anda, corre, pula obstáculos, nada, mira, atira, bate tanto no murro quanto com armas brancas aciona dispositivos, se esconde de inimigos etc. O jogo também possui um sistema totalmente em tempo real, fazendo com que você pare o personagem no meio do nada para montar seus equipamentos, ou ver itens que coletou ao longo da trama ficando desprotegido de qualquer ataque inimigo já que não existe um menu alternativo onde você o pause para a realização das atividades descritas, portanto, se você precisar preparar um kit médico, faça isso no momento em que estiver tudo calmo ou o mais longe possível de algum inimigo.
use seus itens sabiamente.
Você precisará trabalhar o tempo todo em equipe com Ellie ou com algum outro personagem que o estiver acompanhado muitas vezes resolvendo quebra-cabeças para avançarem, o que pode deixar o jogo um pouco cansativo em alguns momentos, mas nada que estrague a verdadeira experiência dele.

Enfrentamos tanto infectados quanto seres humanos normais ou, pelo menos, aparentemente normais...

exemplo de estalador.
No caso dos infectados, eles podem ser classificados como: Corredores  - primeiro estágio de um infectado, se assemelham aos famosos “zumbis” devoradores de carnes com a diferença de que estão dominados por um fungo, são rápidos e alertam os outros infectados quando veem algo suspeito, podem ser mortos de todas as formas possíveis. Estaladores -  segundo estágio de um infectado, não há muitas diferenças de um corredor para um estalador, além de não possuir o sentido da visão, devido a evolução do cordyceps que desfigura totalmente seu rosto causando uma enorme fratura em seu crânio, porém, tal deficiência é recompensada com a grande audição que possui e a possibilidade de matar o personagem com apenas um golpe na jugular (dependendo do nível que você estiver), só podem ser mortos por lâminas e armas de fogo. Baiacu ou Verme -  último estágio de um infectado. Aqui já não possui qualquer semelhança com um ser humano (além do fato de ser bípede) seu corpo é totalmente composto por esporas que ele utiliza para arremessar em seus inimigos, se movimenta de forma mais lenta que os outros estágios e assim como o estalador, pode matar suas vitimas com um único ataque.
A batalha contra os infectados é um tanto complicada, o aconselhável é que os elimine de maneira furtiva, pois ao alertar um deles, este fará a “gentileza” de alertar os demais sobre sua presença no local fazendo com que todos corram em sua direção te restando apenas fugir, pois mesmo que esteja com munição de sobra, a forma como eles se movimentam dificulta bastante na hora da mira fazendo com que uma brecha para um ataque seja aberta, o que pode ser fatal se levar em conta que muitos deles podem te matar com apenas um golpe o que ajuda a demonstrar o realismo do jogo.
Já no caso dos seres humanos, apesar de ter de enfrentar diferentes classes sociais, como soldados, caçadores, canibais e rebeldes a mecânica é sempre a mesma: eles irão te atacar e se defender da mesma forma que você também o faz, com a vantagem de sempre estarem em maior numero, é claro e com um armamento geralmente melhor do que o seu.

MAS, AFINAL, VALE A PENA?

The Last Of Us cumpre muito bem o seu papel como um exclusivo da Sony produzido pela Naughty Dog, está longe de ser um verdadeiro survivor horror como os de antigamente, até mesmo porque, o jogo é mais voltado para a ação, possui uma atmosfera perturbadora, conseguindo transmitir a mensagem de como seria o caos de um mundo apocalíptico te deixando aflito boa parte do tempo. Recebeu mais de 200 prêmios de “jogo do ano” em várias publicações incluindo “Game Informer” e “IGN”. Em sua primeira semana de lançamento vendeu aproximadamente 1.3 milhões de cópias e em fevereiro de 2015 já estava com mais de 8 milhões de cópias vendidas. Gráficos que além de belos recheiam os olhos com cenários bem detalhados, elementos incrivelmente elaborados e uma trilha sonora apropriada para a temática do jogo, movimentação realista, graças ao trabalho com atores reais, a maior parte dos personagens possui um carisma único e você pode tanto ama-los quanto odia-los, mas nunca deixa-los passar despercebidos. Apesar de já termos visto diversos apocalipses zumbis ao longo dos anos no mundo do entretenimento, o jogo consegue te trazer algo original, você não enxerga os infectados como meros “zumbis”.
Com uma campanha de tirar o folego a cada capitulo concluído e um desfecho de arrancar lagrimas dos olhos até daquele grandalhão da sua academia, The Last Of Us foi um dos melhores jogos que tive o prazer de perder algumas horas de sono para jogar.

BAIXEI ESSA DLC PARA A MINHA VIDA

Também gosto de falar um pouco do que aprendi com alguns jogos que já passaram pela minha vida... E com esse, em especial, não seria diferente.
The Last Of Us nos mostra até onde vai o desespero de alguém para se manter vivo, da mesma forma que muitas pessoas no mundo de hoje desistem facilmente de sua vida por diversos motivos como a depressão, outras podem se apegar a ela de tal forma que podem cometer as piores barbaridades e agir como se nada de mais tivesse acontecido.
O mundo está em caos, uma praga tomou conta de todo o planeta, somos poucos sobreviventes, deveríamos nos unir e achar um meio de enfrentarmos essa situação juntos, certo? Errado.
A vida como conhecemos acabou. Água e comida são como aquela nota antiga de 10 reais, difíceis de encontrar.... Em meio a tantas dificuldades, você não iria querer dividir seus suprimentos com alguém que você nem conhece não é mesmo? E se possível, você até cogitaria e aceitaria a ideia de roubar os do seu semelhante.
O jogo nos mostra pessoas agindo dessa forma, humanos liberando seu instinto de presa, assassinando seus semelhantes para conseguir sobreviver em meio ao caos que os cerca. Chega a assustar essa realidade, fazendo-nos questionar sempre a mesma coisa: Poxa, estou em meio a uma tragédia global, tudo está perdido, então por que raios eu estou enfrentando mais seres humanos do que infectados? Talvez, seja por que infectados não atacam uns aos outros...
O mundo de hoje não difere muito do apresentado no universo do jogo, tirando, é claro, o fato do cordyceps não ter evoluído.... Ainda.

Vejo vocês na próxima casa do santuário, pessoal. Obrigado!

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